segunda-feira, 22 de abril de 2013

Pedra da Mina - Trilha do Paiolinho

Pedra da Mina com 2798 metros de altitude é a 4ª montanha mais alta do Brasil e a mais alta da Serra da Mantiqueira, fronteira natural entre os estados de SP, MG e RJ.
                                                                         
Pedra da Mina envolta em nuvens.
Para acessar esse colosso natural usa-se normalmente 02 opções,  fazendo a travessia da Serra Fina ou subindo pela trilha do Paiolinho, optamos pela 2ª opção pois é mais curta e consequentemente mais rápida.

Os mochileiros que participaram dessa incrível aventura foram o Wagner, Tui e Claudio.

Saímos de SP na  tarde do dia 7 de setembro de 2012 pela Rodovia Presidente Dutra sentido RJ até a saída para a cidade de Cruzeiro - SP, subimos a serra atravessando a divisa SP/MG e seguimos até o trevo de Passa Quatro. No trevo seguimos à direita (Placa Ibama) e após 2km viramos à esquerda numa estrada de terra onde existe uma placa com informações sobre a Serra Fina e seguimos até o final dessa estrada onde fica a Fazenda Serra Fina.
Como já se passavam das 22hs somente os cães que moram na fazenda foram nos recepcionar na porteira da fazenda, cães que por sinal são simplesmente pele e osso de tão magros (fica uma dica para quem estiver indo pra lá, levar um pouco de ração para eles pois acho que ninguém alimenta os coitados dos cães). Logo montamos nossas barracas e fomos dormir pois o dia seguinte seria cansativo.
                                                                   
Wagner, Tui e a placa no ínicio da trilha.

Acordamos cedo, antes do sol nascer para aproveitarmos a temperatura amena da manhã e nossa caminhada render mais, pois teríamos mais de 7hs de subida.

Desmontamos nossas barracas, arrumamos nossas mochilas e zarpamos rumo o topo da Pedra da Mina.

No ínicio da trilha (Altitude 1566m) existe uma placa com informações sobre a trilha e a Serra Fina. A 1ª parte da trilha é bem demarcada até a porteira sem subidas significativas, após a porteira a trilha fica um pouco mais fechada (com uma plantação bem grande do lado direito), mais uns 10 minutos e chegamos na outra porteira. Após a 02 porteira um pouco à frente entramos na mata fechada e mais 15 minutos chegamos ao primeiro riacho (bem pequeno). Após o primeiro riacho a trilha é bem marcada e segue até o segundo riacho, esse bem maior e volumoso onde nos abastecemos de água e logo partimos.
Conseguimos imprimir  um ritmo relativamente forte até o 2º riacho, mas pra frente as coisas mudam um pouco.
Água cristalina.
À partir desse ponto começa uma leve e constante subida até que chegamos à uma pequena clareira  onde existe uma panela vermelha, o percurso do riacho até aqui durou aproximadamente 30min.

Pequena Clareira.
A famosa "Panela Vermelha".

Na clareira tomamos o caminho à direita (único caminho na realidade)e ai começou uma longa subida entre a mata. Após aproximadamente 30 minutos terminamos essa subida entre a mata ( 1750m de altitude) e iniciamos uma subida numa mata menos densa com muitas pedras e terra ( tomar cuidado com escorregões).




À partir deste ponto começamos ter um visual mais amplo, conseguimos ver as plantações que passamos nos inicio da trilha e um pouco do sul de Minas (foto abaixo).


Visual da trilha à partir dos 1800 metros de altura.
Uma hora e meia após a clareira da panela vermelha chegamos ao "Acampamento Base" à 2000 metros de altitude, ótimo lugar para acampamento com espaço para aprox. 4 barracas e local do último ponto de água na trilha. Descansamos um tempo, abastecemos nossas garrafas de água e partimos para o pior trecho da trilha, a famigerada subida do "Deus me Livre".
Acampamento Base

Depois do ponto de água subimos um pequeno trecho de "trepa pedras" e logo chegamos à um outro ponto de acampamento (4 barracas) onde se tem um ótimo visual. Seguindo a trilha adentramos em uma mata fechada e depois de 5 minutos chegamos em uma parte da trilha cheia de capim elefante, passamos por ela e logo à frente nos deparamos com o início da subida do "Deus me livre".

Subida do "Deus me livre" à partir do Acampamento Base.
                                                                             
Último ponto de água.

Algumas pessoas quase no topo do "Deus me livre".
Aqui começamos a parte mais difícil da trilha pois essa subida tem quase 400 metros de altura e levamos quase 1 hora para chegar ao seu topo. Chegamos exaustos ao topo onde existe uma clareira para um merecido descanso.
Cãozinho de um guia que estava levando um grupo à Pedra da Mina.


Pessoal subindo 
Visual do topo da "Deus me livre" à mais de 2400 metros de altitude.

Após descansarmos no topo continuamos nossa caminhada, seguindo por 03 morros (os 02 primeiros de alturas equivalentes e o ultimo mais alto), que nos deixava mais cansados devido o sobe e desce. No início do ultimo morro existe uma mata de bambuzais ótima para descansar e se esconder do sol, pois já estamos acima dos 2000 metros e quase não há arvores pois o predomínio agora é dos "Campos de altitude".  
Esse último morro vencemos em pouco mais de 20 minutos e desse ponto já conseguíamos avistar nosso objetivo final....a Pedra da Mina.

Visão do alto do ultimo morro (2600m) com o 01 e 02 morros em primeiro plano.

Vegetação típica dos campos de altitude.
                                          
Primeira visão da Pedra da Mina.
                                   
Seguimos a  trilha descendo à esquerda acompanhando uma parte mais aberta e com pouco capim elefante, e depois de 10 minutos chegamos ao ultimo acampamento (trecho cheio de totens), de lá se tem a magnifica visão do Vale do Ruah, que é o mais alto vale do Brasil com aprox. 2500 metros de altitude.

Um dos diversos totens pelo caminho.
                                                                               
O belo Vale do Ruah.
Após o acampamento base começamos o ataque ao cume, pelo lado esquerdo da Pedra da Mina (lado menos ingrime), que se assemelha muito com a ultima subida do Pico dos Marins. Seguimos escalaminhando e acompanhando os totens até o topo em pouco mais de 1 hora de subida árdua. No final  recebemos a recompensa de ver o magnifico visual do topo da Pedra da Mina, a 4ª montanha mais alta do Brasil!!!!

Pessoas no topo da Pedra da Mina.
                                                                                  
Wagner, Tui e o ultimo totem antes do cume da Pedra da Mina.

Vale do Paraíba visto do topo da Pedra da Mina.

Sul de Minas e nossas barracas vistos do topo da Pedra da Mina.


Chegamos no topo antes das 14hs, e felizmente com os melhores locais de acampamento vazios nos agilizamos para montar nossas barracas e registrar nossas considerações no livro de cume.


Caixa metálica com livro de cume.
                                                                                 
Tui terminando de montar a barraca e Claudio fiscalizando a montagem.....kkkkk
Como estávamos morrendo de fome logo começamos a preparar nosso almoço pois estávamos desde manhã somente à base de bolachas e salgadinhos.

Esquentando água pra fazer o "grude"....rs
Terminado o almoço logo fomos explorar o local e tirar algumas fotos, pois tínhamos quase a tarde toda pela frente.

A pequena cidade de Queluz lá embaixo.
Vale do Rio Claro.


Destroço de um avião que se chocou com o Pico São João Batista em 2000.
                                                                             
Em primeiro plano Cupim de Boi à esquerda quase escondido, Pico Cabeça de Touro  ao centro e lá atrás  Serra de Itatiaia com Agulhas Negras em destaque.
Após explorar bem o local começamos à nos preparar para fotografar o pôr do sol e para o frio da noite, que mesmo estando no final do inverno sabemos que as noites lá em cima são sempre geladas.
                                                                               
                                                                                   
Acampamento na base da Pedra da Mina.

Itatiaia no final da tarde.
                                                                             
Pôr do sol.
                                                                                     
Anoiteceu e a temperatura despencou rapidamente chegando à 5ºC por volta das 22hs, aprontamos nossa janta e cada um foi pra sua barraca, pois teríamos que acordar cedo para a jornada de volta.
                                                                             
Cidades do Vale do Paraíba
Claudio, Tui e Wagner  no topo da Pedra da Mina.
Acordamos cedo por volta das 5hs e a temperatura estava em 2ºC, mas isso não nos impediu de admirarmos o magnífico nascer do sol.
                                                                           


Nascer do Sol magnífico.
Depois de admirarmos o nascer do Sol tomamos um café reforçado, arrumamos nossas mochilas e partimos  de volta para a fazenda por volta das 7hs.

                                                                             
Ultimo registro antes da descida.
Crista das montanhas onde teríamos que passar no retorno à Fazenda.
Começando a longa caminhada de volta.
Vale do Ruah ao amanhecer.
Descemos quase sem dificuldades até a crista de acesso ao cume, passamos por um pessoal acampado na base e continuamos nossa jornada de retorno.
                                                                           
Wagner descendo a crista de acesso à Pedra da Mina.
                                                                           
Em primeiro plano a  Serra Fina e lá longe o conjunto Marins - Itaguaré.
Depois de 1:30 de caminhada chegamos no início da descida do "Deus me livre", descansamos um pouco, comemos algo e começamos a longa e desgastante descida.

Vista do topo da "Deus me livre", no detalhe (círculo vermelho) barraca próximo ao final da descida onde teríamos que chegar.
Wagner e Claudio começando a descida.                                            
Após a descida da "Deus me livre" descansamos e nos reabastecemos de água no riacho do Acampamento Base e continuamos a descida, agora um pouco menos inclinada mas não menos escorregadia por causa dos pedregulhos soltos pelo caminho. Algum tempo depois deixamos pra trás o vegetação de campos de altitude e adentramos na floresta com árvores mais altas tipica da Mata Atlântica.
                                                                    
                                                                           
Início da trilha em meio a Mata atlântica
Um pouco antes de chegarmos na "Panela Vermelha" o Tui foi se segurar em uma árvore e levou uma ferroada de algum inseto (vespa ou aranha) e em poucos minutos o local da picada ficou inchado e dolorido,    por isso recomendamos o uso de luvas  para a prática do trekking e montanhismo, pois além de dar melhor pegada na hora de usar as mãos numa escalaminhada as luvas protegem contra ferroadas, cortes, etc.
Após o incidente continuamos a caminhada e logo chegamos as margens do riacho, nos refrescamos pois o calor era grande e seguimos em frente

                                                                           
Riacho ótimo para banhos....congelantes...rs
Seguindo em frente após 30 minutos chegamos finalmente na fazenda, exaustos mas completamente felizes e realizados com nossa verdadeira aventura.

                                                                         
Tui e Wagner chegando na fazenda.
 Chegando na fazenda aproximadamente 5 horas depois do ínicio da caminhada, arrumamos nossas mochilas no porta malas do carro, dei mais um pouco de ração para os pobres cachorros que estavam esfomeados (pra variar) e zarpamos rumo à SP, não sem antes trocar um pneu que furou na estrada indo para Passa Quatro.

                                                                            
Os cães da fazenda comendo um pouco de ração que levamos para eles.

Pneu furado 
                                                                                       
Estrada que dá acesso à  Passa Quatro - MG.
Considerações Finais:
Trilha para pessoas com alguma experiência em trilhas (ou acompanhadas de alguém com), inicialmente fácil navegação pela mata com alguma dificuldade somente acima dos 2000m.  Bem diversificada com plantações, Mata Atlântica exuberante, campos de altitude, ótimo riacho para banho e visual magnífico.

36 comentários:

  1. Olá! Muito legal a trip de vocês!

    Eu estou querendo fazer essa subida pelo Paiolinho!

    Na fazenda Serra Fina mora gente? Ouvi dizer que tem um tal de Sr. José Ramos que cobra 10 reais pra deixar o carro. Como vocês fizeram?

    Abraços!

    Carlos Eduardo

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    1. Olá Carlos tudo blz?

      Obrigado pelo comentário.

      Bom vamos lá, o Sr. José Ramos faleceu à algum tempo e os familiares dele moram na fazenda, normalmente tem alguém lá mas se não tiver é só abrir a porteira entrar e estacionar o veículo. Eles estão cobrando atualmente R$20,00 pro carro.

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    2. Muito obrigado pelas informações!

      Vou neste final de semana. Depois relato como foi!

      Abraços!!!

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  2. Ahhh! Como é a estrada até lá? Dá pra ir de carro normal?

    Abraços e obrigado!

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    1. Dá pra ir de carro sem problemas só aconselho ir no período mais seco (outono e inverno) pois se chover a estrada fica muito ruim. São aprox. 12 km de Passa Quatro até a fazenda.

      Abraços

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  3. Oii..to vendo pra comprar um saco de dormir pra poder fazer umas trips dessa, queria uma dica, to pensando em comprar um de minimo -5Cº, que é o meu orçamento ta permitindo, será que dá pra sobreviver? rsrs, pretendo subir em começo ou final de inverno. obrigada, agradeço desde já!

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    1. Olá, acho que esse dá conta do recado lembrando que você vai precisar dormir com jaqueta, calça e meia para não sentir frio algum. As mínimas no topo da Pedra da Mina no auge do inverno batem os -10ºC.

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    2. obrigada por responder..Fiz a compra, no site estava -5, mas quando chegou vi que era -10, tomara que seja de qualidade pois o preço estava bem inferior, R$89,00 marca ALG ( no site ) na embalagem esta Ren Wo Xing,..agora só resta o tempo firmar pra eu poder testar, e reza pro produto ser bom e eu não morrer de frio haha

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  4. Parabéns pela trilha e pelo ótimo relato!

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  6. Ola amigo, quantos km tem essa trilha do paiolinho?

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  7. Boa noite Rafael, essa trilha tem aproximadamente 18km ida e volta.

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  8. show farei no feriado de maio, será que consigo mapa para gps exatamente este caminho que vcs fizeram, abraço

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    1. Boa noite Demian!! Sim vc encontra facilmente o tracklog para essa trilha. No wikiloc vc encontrará com certeza.

      Abs e boas caminhadas.

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  9. Bacana a explanação do passo a passo.
    Parabéns!!!!
    Então com um bom preparo, é possível subir em um dia, e descer no outro?

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    1. Olá Licínio, obrigado pelo elogio.
      Com um bom preparo e experiência em trilhas vc consegue subir e descer em 02 dias tranquilamente.

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  10. Oi...em um dia é impossível fazer essa trilha? Pq não curto acampar. Já subi o Pico da Bandeira e fiz em um dia só...subi a noite, esperei o nascer do sol e desci. Obrigada!

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  11. Sim é possível, mas como a trilha é bem pesada recomendamos ir bem leve para voltar o mais rápido possível, pois ida e volta andando forte vc irá levar no mínimo 12hs.

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  12. Olá, boa tarde!
    Minhas dúvidas....Essa trilha tem como realizar só seguindo os totens e demarcações ou precisa de algum apoio de navegação GPS? Dá pra fazer a trilha tranquilo sozinho?
    Muito bom o relato! Parabéns!
    Valeu!

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  13. Olá, obrigado pelo elogio. Se vc tiver experiência em trilha vc consegue navegar sem problemas, mas os totens só existem nos campos de altitude (acima dos 2000m), antes a trilha segue dentro da Mata Atlântica e é bem batida. Não recomendo fazer a trilha sozinho pois é uma trilha muito longa e o sinal de celular só aparece nos pontos mais altos da trilha. Se vc tiver algum problema estará sozinho e sem comunicação.

    Abs e boas caminhadas.

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  14. Estamos justamente buscando informações sobre está trilha. Nossa vontade é de iniciar perto das 5 da manhã para fazer tudo no mesmo dia. Não somos acostumados a acampar. Alguém já fez Pedra da Mina no mesmo dia? Acha viável?

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  15. Olá, me desculpe pela demora em lhe responder. Então, varias pessoas fazem esse percurso em 01 dia, o famoso bate-volta, mas seu grupo tem que estar bem preparado fisica e psicologicamente porque é uma caminhada longa e extenuante. Vcs precisam ir somente com o essencial e se preparar para uma provável chegada à noite na fazenda.

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  16. Olá. Estou sonhando com a subida na Pedra da Mina...rs.Primeiro quero lhe agradecer por compartilhar com a gente sua experiência.Preciso de uma informações. Essa trilha que vc descreveu é tranquila pra quem não tem experiência com montanhismo , mas tem bom preparo físico (eu)? A subida/descida é muito íngrime? Precisa escalar em algum momento? Indo no final de maio, as temperaturas são excessivamente baixas? Um saco de dormir indicado seria pra qual temperatura? Meu marido tem experiência em montanha, mas não conhece esse percurso. Precisaremos de um guia , ou dar pra irmos por nossa conta? e por último, qual seria a melhor época do ano pra ir na pedra da mina , quanto ao clima (sem chuva, mas o mais quente possível para o local)? Por favor, se puder, tire minhas dúvidas? Te agradeço muitíssimo.

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  17. Ola Tanay, vamos por partes;
    Primeiro obrigado a vc por nos prestigiar e acessar nosso blog, vcs que e usufruem do blog que nos animam a escrever sobre nossas trips.
    Agora vamos as perguntas...rs
    Essa trilha que vc descreveu é tranquila pra quem não tem experiência com montanhismo , mas tem bom preparo físico (eu)?
    Para fazer essa trilha um bom preparo físico é muito importante mas infelizmente vc precisa ter experiência, pois na trilha existem bifurcações e acima dos 2200m existem muitos trechos de rocha sem trilha aparente.
    A subida/descida é muito íngrime?
    Sim muito íngrime, principalmente na " Deus me livre".
    Precisa escalar em algum momento?
    Não, em nenhum momento.
    Indo no final de maio, as temperaturas são excessivamente baixas?
    Sim, praticamente o ano inteiro as temperaturas são baixas, mas principalmente no inverno.
    Um saco de dormir indicado seria pra qual temperatura?
    Um saco de dormir para -5 graus é o suficiente.
    Meu marido tem experiência em montanha, mas não conhece esse percurso. Precisaremos de um guia , ou dar pra irmos por nossa conta?
    Depende, se o seu marido tem uma boa experiência em montanha ele consegue fazer a trilha sem problemas e não é preciso contratar um guia.
    Qual seria a melhor época do ano pra ir na pedra da mina , quanto ao clima (sem chuva, mas o mais quente possível para o local)?
    As primeiras semanas de maio, ultima semana de agosto ou primeira semana de setembro são os períodos mais amenos e secos do ano, mas isso pode mudar, sempre consulte a previsão do tempo antes de ir.
    Qualquer outra dúvida é so perguntar.


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    1. Pessoal, moro em P4 e posso lhes dar uma dica. Não aconselho ninguem ir lá sem um guia experiente que conheça o lugar e as trilhas e isto pelo fato de o tempo lá mudar repentinamente. Como o colega ai disse existem muitas bifurcações na trilha e se o tempo fechar, o que não é dificil, voce pode se perder em uma dessas trilhas. Existe situações em que vc fica entre as nuvens e não encherga um metro em sua frente e nem os mais experientes guias que aqui conheço se atrevem a prosseguir numa situação dessas. Só neste ano já houve mais de 4 casos de resgate por helicoptero e uma morte. O rapaz que morreu subiu sozinho e foi surpreendido por um nevoeiro repentino e olha que o cara já havia estado lá por algumas vezez. Subiu sozinho e, coitado, se perdeu na trilha. Tenham muito cuidado e prudencia.

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  18. Olá, Gostaria de saber se tem algum contato de um guia?
    Somos 8 jovens que desejamos subir porem nenhum com experiencia em montanhismo. Gostaríamos de subir nesse fim de semana do dia 22/07.

    Desde já agradeço!

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  19. Olá Gabriel, me desculpe mas só visualizei sua msg hj. Se vcs ainda não foram eu indico o Nata. Ele é de Passa Quatro e tem muita experiência, tel (35)99981-9376.

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  20. Amigo, vou na virada do ano, se não tiver previsão de chuva claro.
    Porém só tenho saco de dormir de 15 graus. Consigo compensar com roupas o frio?
    Tem muita incidência de raios lá? Meu maior medo é esse.
    Excelente relato, ajudou muito de antemão!
    Grande abraço e boas trips!

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    1. Olá Luciano.

      Uma vez subi com um saco de dormir de 15 graus tbem, sofri bastante, peguei uma noite de -1. Levei 02 cobertores, 02 calças de moleton e varias meias. Ajudou mas mesmo assim passei um pouco de frio, mas fui no inverno. Vc indo no verão vai pegar um clima mais quente (mas não tanto) então sugiro levar um bom cobertor, roupas extras e um bom isolante térmico. Incidência de raios lá é bem alta, pois é um lugar alto e sem proteção, veja a previsão do tempo antes de ir e só vá com certeza de tempo bom, eu recomendo vc olhar o site do inpe, que na minha opinião é o melhor na área de metereologia.
      Obrigado pelo elogio e me desculpe pela demora em te responder.
      Abs e boas trilhas.

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  21. Alo, gostaria muito de fazer um bate e volta na Pedra da Mina. Poderia me indicar um guia? Muito bom seu relato e motivou bastante. Estarei em passa quatro neste final de semana(22/07),
    sei que está bem em cima da hora, mas cruzando os dedos para dar certo.Um abraço e até mais.

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    1. Ola, me desculpe por não ter visto sua msg antes. Espero que tenha dado tudo certo. Senão vc pode contratar o Nata pelo tel: (35) 99981-9376. Ele é um guia experiente e muito gente boa.
      Obrigado por prestigiar nosso blog.

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  22. Estou querendo escalar esse pico por isso vim para aqui. Me Parece que vcs levaram pouca coisa, a minha mochila

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  23. É de 70l e parece ser muito grande, como faço pra ter algumas ficas de equipamentos com vc? Não tenho carro, tem alguém que leva até essa fazenda?

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    1. Olá.
      A primeira coisa a saber é se vc tem experiencia. Digo isso pq a trilha é bem longa e em alguns lugares com dificil navegação para quem não tem experiência. As mochilas que usamos são de 60 e 70 litros. O transporte pode ser feito pelo Nata que também é guia, tel: (35) 99981-9376.

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